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quinta-feira, 26 de julho de 2012

FARMANGUINHOS - FIOCRUZ NA ÁFRICA

No último sábado (21/07), o governo brasileiro, por meio de Farmanguinhos, iniciou as operações da Sociedade Moçambicana de Medicamentos (SMM) - fábrica de antirretrovirais e outros medicamentos de Moçambique. A unidade fabril é a primeira instituição pública no setor farmacêutico do continente africano. Localizada na cidade da Matola, província de Maputo, sul de Moçambique, as suas operações, nesta primeira fase, consistem na embalagem, armazenagem, controle de qualidade e distribuição do medicamento Niverapina. Foram rotulados 3.255 frascos de Nevirapina 200 mg, o que equivale a 195.300 unidades farmacêuticas. Também serão produzidos três antirretrovirais - Lamivudina+Zidovudina, Nevirapina e Ribavirina - num total de 226 milhões de unidades farmacêuticas por ano. Futuramente, outros serão incluídos na lista. A iniciativa faz parte do acordo de cooperação entre Brasil e Moçambique e deve beneficiar cerca de 2,7 milhões de pessoas que vivem com HIV/Aids naquele país. A diretriz estratégica de cooperação brasileira prioriza o fortalecimento da política de assistência farmacêutica de Moçambique. A tecnologia para desenvolvimento e produção dos medicamentos será transferida gradualmente por Farmanguinhos. Além dos antirretrovirais, há previsão de fabricar 21 tipos diferentes de medicamentos, entre os quais antibióticos, antianêmicos, anti-hipertensivos, anti-inflamatórios, hipoglicemiantes, diuréticos, antiparasitários e corticosteróides. A estimativa é que a fábrica produza cerca de 371 milhões de unidades farmacêuticas por ano, incluindo oito antirretrovirais e os demais medicamentos. Na cerimônia, para celebrar o início das atividades da fábrica, estiveram presentes representando o Brasil, o vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Jorge Bermudez, e o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe. Do lado moçambicano, participaram o ministro da Saúde, Alexandre Manguele, o presidente do Conselho de Administração do Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe), Apolínio Panguene, o presidente da SMM, Alcino Ndeve, e a diretora-executiva da SMM, Noémia Muissa.

Moçambique abre primeira fábrica de medicamentos contra Aids da África | Mundo: Diario de Pernambuco

Moçambique abre primeira fábrica de medicamentos contra Aids da África | Mundo: Diario de Pernambuco

COM A PARCERIA DE FARMANGUINHOS - FIOCRUZ, AFRICA INAUGURA PRIMEIRA FÁBRICA PÚBLICA DE MEDICAMENTOS

Moçambique será o primeiro país do continente africano a produzir medicamentos antirretrovirais genéricos contra a Aids, graças à ajuda do Brasil, que financiou parte da fábrica inaugurada neste sábado.O vice-presidente, Michel Temer, esteve presente na inauguração da fábrica neste sábado. "Hoje vemos o início da produção", declarou Temer. "Os medicamentos que eram fabricados no Brasil serão embalados aqui em Moçambique, serão certificados e distribuídos aos moçambicanos", acrescentou.A produção de comprimidos propriamente dita começará até o final do ano. As instalações, que já tinham sido visitadas pelo ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, simbolizam "a excelente associação entre os povos brasileiro e moçambicano", afirmou Temer. A ideia desta fábrica foi lançada em 2003 e o presidente Lula - um grande defensor da aproximação do Brasil com a África, para onde viajou em 12 oportunidades durante seus dois mandatos- havia prometido que o governo brasileiro estaria comprometido com sua construção durante uma visita à ex-colônia portuguesa em 2008. Michel Temer discursa na inauguração da fábrica em Moçambique neste sábado (21) (Foto: AFP) O Brasil contribuiu com 23 milhões de dólares, aos quais se somaram 4,5 milhões de dólares da gigante da mineração Vale, que atua em Moçambique. O objetivo é reduzir a dependência de Moçambique em relação à comunidade internacional, que financia atualmente 80% da compra de medicamentos no país. Cerca de cem técnicos moçambicanos e outros funcionários estão sendo formados, principalmente no Brasil, para trabalhar na fábrica. O Brasil oferece acesso universal e gratuito aos antirretrovirais, uma política adotada em 1996 que tornou o país um dos pioneiros na produção de antirretrovirais genéricos, desencadeando intensos debates. Essa batalha começou em 2001, quando o então ministro da Saúde do governo de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, ameaçou quebrar as patentes dos laboratórios. Após uma queda de braço com os Estados Unidos, que ameaçou levar o Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC), Brasília conseguiu uma redução substancial dos preços. Moçambique é um dos países do mundo mais afetados pelo vírus da Aids, com 2,5 milhões de moçambicanos, cerca de 12% da população, portadores do vírus da imunodeficiência adquirida (HIV). Mas apenas 291.000 pacientes são tratados com antirretrovirais. Alguns grupos farmacêuticos privados abriram pequenas unidades de produção de antirretrovirais no continente africano, mas a fábrica moçambicana será a primeira de caráter público que funcionará em grande escala.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

sábado, 7 de julho de 2012

Informação Pessoal
Informações Adicionais


quarta-feira, 4 de julho de 2012

UM BOM PRESENTE PARA SEU BOM AMIGO