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quarta-feira, 13 de abril de 2016

FARMANGUINHOS ESTÁ PRODUZINDO OSELTAMIVIR 75MG PARA COMBATER A "GRIPE SUÍNA"

No início deste ano, o ministério encomendou ao laboratório público Farmanguinhos, da Fiocruz, quantidade de medicamento oseltamivir (Tamiflu) suficiente para tratar 1,5 milhão de pessoas, o dobro do solicitado em 2015, quando 769 mil tratamentos foram pedidos. Além da nova remessa, o ministério conta ainda com 1 milhão de tratamentos em estoque.

A encomenda de 2016 é a segunda maior em sete anos, inferior apenas ao volume pedido em 2010, quando ainda acontecia a pandemia e o ministério comprou da Farmanguinhos 1,7 milhão de tratamentos, conforme dados do próprio laboratório. Com o fim do surto no mesmo ano, o estoque de medicamentos comprado do laboratório público foi suficiente ainda para abastecer o País nos anos de 2011, 2012 e 2013.

A estimativa do número de pessoas que serão tratadas neste ano pode crescer ainda mais se forem incluídos os lotes do medicamento nas dosagens infantis. Como a Farmanguinhos produz apenas as unidades de 75 miligramas, para adultos, a versão do oseltamivir para crianças é comprada do laboratório Roche. A empresa não informou quantas unidades foram pedidas neste ano, mas afirmou que, no ano passado, foram vendidas ao governo federal 558 mil caixas do Tamiflu nas dosagens de 30 e 45 miligramas.

O ministério informou que a compra de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) segue o cronograma e a compra de oseltamivir é uma medida preventiva para evitar o desabastecimento em Estados e municípios. De acordo com o órgão, a distribuição do remédio está regular em todo o País e é feita conforme demanda estadual.


Para a infectologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e integrante da Sociedade Internacional de Influenza e Doenças Respiratórias, o volume de antiviral encomendado pelo ministério reflete preocupação com o impacto da epidemia neste ano. "Com o que está acontecendo em São Paulo, com casos precoces e óbitos, o ministério talvez esteja com uma preocupação de que esse surto possa ser igual aos de 2009 e 2013", diz ela. No ano da pandemia, 2.060 pessoas morreram no País por complicações do H1N1. Em 2013, segundo pior surto, foram 768 óbitos. Em 2016, já são 71 vítimas, mas o período de pico de casos costuma ocorrer no inverno.
Matéria de Fabiana Cambricoli - O Estado de S. Paulo - 07/04/2016
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sábado, 2 de abril de 2016

PÍLULA "CONTRA O CÂNCER". OS PACIENTES NÃO PODEM ESPERAR

É PRECISO RESOLVER ESSA SITUAÇÃO URGENTEMENTE
O ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, disse nesta quarta-feira (30) que irá sugerir ao Congresso e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a liberação da fosfoetanolamina como suplemento alimentar.
"Seria uma forma de tirar essa substância do câmbio negro e dar legalidade a esse produto", afirmou em coletiva de imprensa. "Sabemos que existe um mercado subjacente."
Segundo Pansera, a ideia é propor um projeto para que a substância, que ficou conhecida como "pílula do câncer", possa ser produzida e distribuída em farmácias e lojas legalizadas, mas sem o status de medicamento.
A distribuição ocorreria antes mesmo do fim das pesquisas pré-clínicas, em animais, e clínicas, em humanos, etapas consideradas fundamentais para comprovar a segurança e a eficácia do produto contra o câncer.
Questionado, o ministro disse que a decisão se baseia no resultado dos primeiros estudos realizados com a substância, por meio de testes in-vitro, que mostram que ela não é tóxica aos seres humanos.
Por: NATÁLIA CANCIAN - DE BRASÍLIA - 30/03/2016
Marcus Leoni/Folhapress

sexta-feira, 1 de abril de 2016

MAIOR LABORATÓRIO PÚBLICO DO BRASIL COMEMORA 40 ANOS DE BONS SERVIÇOS PRESTADOS A POPULAÇÃO

FARMANGUINHOS DESENVOLVE BIOLARVICIDA CONTRA AEDES AEGYPTI
 
RIO - Muitas vezes, até moradores da região têm dificuldade para definir o que é Barra, Curicica ou Jacarepaguá. Uma solução usual é dizer que um certo trecho da Estrada dos Bandeirantes é o “lugar onde ficam as fábricas de farmácia”. De fato, a via e suas proximidades abrigam diversas indústrias farmacêuticas. Duas delas, o laboratório Servier e o Instituto Farmanguinhos, maior laboratório público do país, chegam a 2016 completando 40 anos de operação. Enquanto o primeiro aproveita a data para abrir suas portas a visitantes e anuncia a produção de cerca de 15 novos medicamentos nos próximos cinco anos, o segundo, que vê novo biolarvicida elaborado por sua equipe começar a ser comercializado, tenta se expandir, em termos de área e de desenvolvimento tecnológico.
Biolarvicida contra o Aedes aegypti desenvolvido por equipe do Farmanguinhos - Barbara Lopes / bárbara lope

Vinculado à Fiocruz, Farmanguinhos é o laboratório público brasileiro com maior capacidade de produção de remédios, cerca de 40. O que não significa que sua operação seja a maior atualmente. Como atende à demanda do Ministério da Saúde, o instituto depende de programas do governo federal para definir quantos e quais medicamentos serão fabricados, todos para o SUS. O diretor executivo, Hayne da Silva, explica que, desde 2005, a escala produtiva foi reduzida, mas, por outro lado, os produtos foram aperfeiçoados.
— Além de repassar dinheiro, o Ministério da Saúde entregava kit de medicamentos. Mas, nesse ano, houve uma mudança na forma de financiamento da assistência de medicamento básico aos municípios. A partir de 2005, o governo federal passou a somente repassar dinheiro, e o município decide onde compra remédios. Agora, ficamos só com programas estratégicos do ministério, como os de combate à Aids, hepatite C, esquistossomose, tuberculose e filariose. Em compensação, nós nos aperfeiçoamos e hoje entregamos remédios de maior valor — diz.
Com cerca de 700 funcionários, Farmanguinhos produz hoje 11 tipos de medicamento, sendo seis na própria fábrica, em Jacarepaguá; e cinco por meio de parcerias com laboratórios privados. Esse tipo de operação permitiu, inclusive, a criação de um novo biolarvicida, que começará a ser comercializado agora, contra o mosquito Aedes aegypti. A tecnologia foi desenvolvida pela equipe de pesquisa do instituto, mas será produzida por outro laboratório.
Dentro da fábrica. Máquinas da Farmanguinhos realizam o encapsulamento dos remédios produzidos - Barbara Lopes / Agência O Globo

Essa relação entre o público e o privado explicita o panorama da indústria no país, onde o desenvolvimento farmoquímico, ou a criação de princípios ativos usados nos remédios, estagnou-se nas últimas décadas. Silva diz que hoje o Brasil é soberano somente na área farmacêutica, isto é, na transformação de princípios ativos em medicamentos. Os insumos utilizados são todos importados, e as tecnologias desenvolvidas dependem de laboratórios particulares para produção em larga escala.
— O Brasil tem conhecimento para produzir tecnologia, mas falta política de incentivo — explica Silva, que ocupa o cargo de diretor executivo de Farmanguinhos desde 2009 e antes era funcionário da área de pesquisas do instituto.

Hayne da Silva é o atual diretor de Farmanguinhos e é funcionário da Fiocruz desde 1985 - Barbara Lopes / Bárbara Lopes
EXPANSÃO EM PAUTA

Apesar das dificuldades que enfrenta, o Instituto Farmanguinhos está em conversas com a administração da UFRJ para conseguir um terreno e, assim, poder se desenvolver na área farmoquímica.
— O novo biolarvicida que desenvolvemos é um exemplo da nossa capacidade técnica. Mas não conseguimos hoje produzir tecnologia própria em escala industrial. Estamos caminhamos para um projeto que mudaria esse paradigma. Até porque precisamos desenvolver produtos ignorados pelo mercado, como drogas para doenças tropicais, malária, filariose. Hoje o que dá dinheiro, e assim se direcionam as pesquisas privadas, são diabetes e hipertensão — afirma...